5 de janeiro de 2014

Violência atinge economia da cidade



A violência está tão exacerbada em Macaíba de um jeito que a gente já nota que o fenômeno está atingindo a economia da cidade. Exemplos? Os estabelecimentos de correspondentes bancários. Já foram fechados, se não me falha a memória, três (os poucos que ainda se mantêm, só querem receber contas de água, luz e telefone). Foram motivados pela onda de assaltos que toma conta de Macaíba. Os Correios, que recebia boletos bancários de até R$ 1.500,00, só aceita agora na ordem de R$ 300,00.

Os churrasquinhos, tidos como as únicas opções de lazer noturno no município, também estão diminuindo. E aí, quando o assunto é posto de combustível, quem quiser abastecer seu veículo tem que ser durante o dia, pois os estabelecimentos estão fechando mais cedo há muito tempo (esta semana, o São Cristovão foi a mais nova vítima). No final, quem sai prejudicada mesmo é a própria população.

O que o poder público precisa fazer, com apoio da sociedade, é investir urgentemente em políticas públicas para a educação e juventude, além de outras, para que em longo prazo (cerca de 10 ou 20 anos) possamos sentir seus efeitos. Mas, antes, é óbvio que o Governo do Estado terá que recorrer a medidas paliativas na Segurança Pública para tentar conter a onda de insegurança que assola o RN.

Por Rômulo Estanrlêy
Via Jornal Potiguar Notícias

Obs: Matéria de 16 de abril de 2013, podemos ver que o assunto ainda cabe como uma luva ao medo que o macaibense passa a cada dia com seu comercio.