24 de fevereiro de 2014

As redes sociais podem ser utilizadas como tecnologia educacional, politizada, também de mobilização e transformação social.

Qual o papel da mídia alternativa para o movimento social?

O desenvolvimento tecnológico gerou um boom acelerado, no tocante a interação e socialização entre a diferentes sociedades humanas, com advento das tecnologias da informatização  global e  comunicação ocorrida na virada do século passado para o século XXI. Este acontecimento promoveu um mundo  hiperconectado, com telefones moveis, rede mundial de computadores, tablet’s, Smartphone, entre outros aparatos tecnológicos da era digital. Algo que gerou e continua a desencadear significativas mudanças em um mundo cada vez menor, inserido na matriz da cibercultura. De acordo com  IBGE, o número de brasileiros que acessam a rede mundial de computadores subiu 6,8% de 2011 a 2012; além das pessoas que possuem  telefone celular,  também aumentou no mesmo período.

No Brasil, 83 milhões de pessoas declararam  acessar a internet, com mais 10 ou mais anos de idade, o que representa 49,2% da população brasileira nessa faixa etária no período de 2011 a 2012 (IBGE/PNAD).Segundo a pesquisa, a quantidade de brasileiros que acessam a rede mundial de computadores subiu 6,8% em 2012, comparado a 2011, quando 77,7 milhões declararam utilizar a internet. O estudo verificou o número de internautas brasileiros em todas as faixas etárias. No grupo de 15 a 17 anos, a proporção chega a 76,7%. Já entre os que possuem 50 anos ou mais, 20,5% usam a rede.


É inegável que estes dados denotam uma relação direta com as melhorias nas condições de vida das famílias brasileiras na ultima década,  possivelmente, estão incluídas  às  37 milhões de pessoas que saíram da pobreza e entraram para a classe média  (IPEA/2013).

Ascenderam a nova classe trabalhadora através da facilidade de credito e estimulo ao consumo desses produtos tecnológicos. Notadamente, os grandes meios de produção e comunicação da massa do país estão nas mãos de poucas famílias, principalmente, nos estados, onde o domínio dos coronéis midiáticos, resulta da estrutura e do poder econômico que predomina até os dias atuais. Diante disso, a sociedade ainda aguarda o debate sobre o marco regulatório dos meios de comunicação, tendo em vista que a maioria deles atendem a interesses de grupos políticos, mercadológico, ou de família.

Contudo, a rede mundial de computadores, através dos micros blogs, que emerge no berço do capitalismo mundial e da sociedade de consumo, paradoxalmente, tem sido, recentemente, ferramenta para os grandes levantes sociais; os movimentos no mundo árabe, Ocupe Wall Street nos Estados Unidos, bem como as manifestações por toda a Europa e toda parte do mundo moderno. No Brasil, as manifestações de junho do ano passado, foi uma demonstração da força desse instrumento mobilizador dos diversos segmentos da população, com efeitos imprevisíveis, deixando a mídia tradicional e os governos sem saber como responder a um movimento difuso, sem que houvesse, a frente as instituições de classe, como havia em outros movimentos da historia republicana. Diante disso, um movimento sem lideres, que em vários momentos a extrema direita buscou direcionar e disparar contra o Governo Federal e os partidos de esquerda.

Nesse, sentido, vale refletir e reiterar o importante papel das redes sócias, sites, blog’s, micro-blog’s, rádio comunitária, rádio digital, e todos os meios denominados de novas mídias, ou mídias alternativas no processo de articulação e mobilização dos movimentos populares. Contudo, será preciso, antes, faze-lo uma ferramenta educacional, formativa e politizadora. É um desafio para as instituições sociais e movimentos populares usarem os meios de comunicação alternativos, como instrumento de contra-hegemonia, aos veículos de comunicação comercial, comprometidos com modelo político do modo de produção vigente.
 
O mundo está sendo, as contradições históricas levaram o desenvolvimento da indústria, desenvolver, também,  a classe dos trabalhadores modernos, do mesmo modo, seria possível pensar, na medida em que, o desenvolvimento das tecnologias ocorre e tenta calar as massas trabalhadoras, as mesmas tecnologias também, podem fornecer ferramentas para sua mobilização e ganhar as ruas. Servindo como contra ponto a opinião formada pelos meios de comunicação de massas,  comprometido com a manutenção do paradigma dominante..

(In) Conclusão

Quero parabenizar o trabalho dos meios alternativos de comunicação e informação comprometidos com os interesses do povo de Macaíba.

Jair Macedo
Colunista do Cidadão Macaibense.