30 de março de 2014

ESCASSEZ DE ÁGUA, ESTADO DE EMERGÊNCIA DE MACAíBA S/A



Hoje o Município de Macaíba em situação de emergência em função da Seca, ao mesmo tempo, água segue sendo desperdiçada por quem deveria gerenciar. A CAERN. Hoje, na Rua Dinarte Mariz, (próximo a Praça da Saudade) a equipe do Cidadão Macaibense foi acionada por moradores daquela região. No momento, eles reclamaram sobre o desperdício de água através de um buraco contendo a encanação da CAERN, jorrando a água sem parar.

Segundo moradores da comunidade, há alguns dias que o cenário é de desperdício e descaso, diante do cuidado com líquido mais precioso da terra. Dados da ONU de 2006 revelam que até 2050 mais de 45% da população mundial não terá acesso à água potável. O Rio Grande do Norte sofre com o fenômeno considerado a pior seca dos últimos 50 anos. Recentemente, o Governo do Estado lançou o Decreto que inclui os municípios em situação de emergência, a população atingida pelo decreto corresponde a 62,4% do estado, sendo 53,7% da área urbana e 92,9% da área rural.

A insegurança hídrica atinge 159 municípios do 167 do RN. Apenas Extremoz, Goianinha, Macau, Maxaranguape, Natal, Parnamirim, Rio do Fogo e São Gonçalo do Amarante estão fora da lista. Este quadro demonstra que Macaíba é um dos municípios situado em região de semiaridez e sofre com efeitos da estiagem e o desabastecimento d’água. No entanto, é possível observar o descuido de quem deveria gerenciar o uso da água. A CAERN, órgão do Governo do Estado. É preciso sanar os problemas que surgem no sistema. É urgente um trabalho de planejamento e monitoramento dos problemas no abastecimento de água para consumo humano.

A CAERN informa e orienta que a população economize água, porem não consegue resolver o desperdício causado pela fragilidade do sistema hídrico do município, prejudicando a população. Assim as ideias não condizem com os fatos. Enquanto isso, a cidade sofre os efeitos da estiagem e o desabastecimento de água, o desperdício continua, quem passou pela Rua Dinarte Mariz pode conferir de perto. Além do processo educacional, no tocante, a economia de água e os cuidados com meio ambiente no uso e preservação dos aquíferos, o governo também precisa mostrar capacidade gerencial para melhorar as condições de abastecimento e uso racional da água, principalmente em tempos de escassez.

Da Redação