3 de março de 2014

Os bons morrem jovens

Luis Felipe Casagrande
As camisas pretas de diversas bandas de rock representam o luto e a dor que toda a tribo do rock em Macaíba sente nesse momento. As lembranças de um rapaz doce e tranqüilo dão lugar ao vazio e a saudade que fica diante de uma perda tão trágica e desnecessária. Luiz Felipe Casagrande foi encontrado morto por envenenamento dentro da casa da sua ex-namorada, Patrícia Olímpio (25), em Parnamirim, na manhã do dia 01 de março. 

O jovem de apenas 22 anos foi mais uma vítima de uma sociedade que beira a barbárie e que cada vez menos dá valor a vida humana. Em pleno sábado de carnaval, a notícia da perda de Felipe chocou a todos. A perda do amigo acabou mais cedo com os planos de um carnaval descontraído e certamente vai ficar na lembrança nos próximos ‘muitos carnavais’. É difícil acreditar que o amigo que esteve rindo e conversando conosco a apenas alguns dias, teve a sua vida interrompida tão covardemente e não estará mais presente nos bons momentos que irão de vir. 

Quem realmente conhecia Felipe tem certeza que ele não merecia aquilo e sabe como ele era incapaz de fazer mal algum a qualquer pessoa. Resta a saudade e a lembrança do sorriso meigo do ‘boy’ que gostava de Black Metal e de beber com os amigos, assim, na paz, sem fazer mal a ninguém. Renato Russo me parece certo, “os bons morrem jovens”, mas nesse momento todas as músicas me parecem tristes. Junto com as músicas, a lembrança da voz de Felipe conversando comigo pela ultima vez dão voltas na minha cabeça. É difícil de acreditar.

Por Raphael L. Silva