31 de maio de 2014

MACAÍBA CAMINHA PARA O FUNDO DO POÇO

Por Maria Nilbaneide P. Palhares (Professora)

Como educadora e cidadã não consigo ficar calada diante das situações absurdas que estão acontecendo na nossa querida Macaíba.

Tomada pela indignação ponho-me a refletir o que leva pessoas a cometerem tais atos.  O ser humano costuma demonstrar suas manifestações e revoltas de várias maneiras, a nós educadores cabe a difícil tarefa de compreender e buscar as respostas.

Reporto-me aos atos de revolta praticados recentemente nesta cidade contra o patrimônio público especificamente contra o centro de endemias e a E.M. Auta de Souza. Cito estes, pela visibilidade que os mesmos tiveram, porém assistimos diariamente outros em menores proporções, mas com a mesma intensidade.

Diante de tais fatores convido a sociedade organizada e poder público para juntos refletirmos o que vivemos hoje. Ao povo, de acordo com a carta Magna (constituição federal) cabe o direito soberano de escolher democraticamente seus representantes, esta escolha deve ser urgentemente repensada, pois não podemos permitir a continuação de um governo por mais 04 anos após ter governado por oito anos sem sucesso nossa cidade.

Não podemos acreditar que um governo que tem compromisso com a política de segurança pública quando este mesmo governo proíbe as escolas de participar deste debate.

Em Macaíba, como no Brasil, ao povo está sendo negado o direito a saúde, educação e segurança. Políticas públicas que são bases de sustentações para garantir aos munícipes vidas dignas. Assim sendo, penso que o povo começa a dá sinais de respostas, embora que de forma equivocada, pois não é destruindo o patrimônio público que vamos atingir o governo que passados 02 anos ainda não disse para que voltou.

Precisamos em nossas famílias, comunidades e escolas começarmos a educar cidadãos conscientes e responsáveis para em 2016 nas urnas dizer não a quem não conseguiu que a saúde seja 10, pois nos postos falta tudo, que a educação seja de qualidade, pois as escolas estão sucateadas, os profissionais da educação são desrespeitados em seus direitos, aos gestores desta pasta sobra currículo e falta experiência, zelo e identificação com a realidade. Além de tudo isso trata a segurança como uma política alheia ao município com a desculpa que é dever do Estado. Não se preocupam com a segurança do povo por que não vivem aqui, estão protegidos em seus condomínios de luxo longe de Macaíba.

Para os macaibenses cabe a única alternativa: em 2016 mudar todo este quadro político que aqui se instalou e que não demostrou competência política e administrativa. Talvez um dia não seremos obrigados a assistir cenas deploráveis como o incêndio do Centro de Endemias, a destruição da E.M. Auta de Souza, os 29 assassinatos somente este ano e os inúmeros arrombamentos, roubos e assaltos.