24 de junho de 2014

A primeira impressão é a que fica!

Por José A. D. Carneiro

Um bom equipamento público para ser eficiente e atender as demandas da população, precisa entre outras, ter um quadro funcional comprometido com esse objetivo, e assim poder oferecer um atendimento de qualidade e constante.

Quando chegamos a um equipamento público, principalmente os da área da saúde, e nos deparamos logo no atendimento com pessoas sem qualificação no trato com quem procura esse local, vemos de imediato que não adianta somente ter um prédio bonito e “bem cuidado”, e ainda ser recebidos em uma sala minúscula com apenas dois “funcionários” e um desses o seu interesse maior é em saber o que acontece lá fora esquecendo o seu papel dentro desse local. E pior ainda, é ser obrigado a ficar esperando por esse atendimento (por assim dizer – descompromisso dos que lá trabalham) e ver cenas estarrecedoras, como o fato de alguém chegar desmaiada e levada em uma cadeira de rodas, ser obrigada a esperar para ser atendida por esses funcionários dessa sala minúscula e a ainda ter que continuar esperando para ser atendida por um médico, ao ponto dela quando se sente em mínimas condições de andar, sair de sua cadeira e ir embora, cansada de tanto esperar por sua “sua vez”.

Não bastasse essa penitência logo no início, é ver também alguns maqueiros ou pessoas com função semelhante (já que esses não têm identificação) enfermos “receber” os pacientes sem usarem pelo menos uma máscara para no mínimo, proteger a quem procura esse local. Depois de tudo isso por incrível que pareça, é ter que continuar a esperar após ser atendido pelo médico para tomar uma medicação. Enquanto isso é ficar vendo nos corredores um verdadeiro desfile de funcionários, que aparentam não está nem aí para o que está acontecendo, apenas se preocupando com a hora de ir embora, como o fato de uma médica fechar sua sala (isso a “recepção” já lotada”) e ir andar pelo prédio logo depois ir observar um paciente e discutir se o próximo médico chegara ou não, pois o horário dela esta no fim. Outra coisa interessante é ver que amizade é uma coisa impressionante, onde uma enfermeira pega os papeis com a medicação dos pacientes que já estão há muito tempo esperando, e escolhe um (o que não era para acontecer) e esse escolhido é amigo de um amigo dela. Muito interessante isso não é? E quando outra enfermeira é interpelada pela demora no atendimento, ela diz está atendendo a ficha 146 e a ficha que outra enfermeira escolheu era 153, e a paciente que estava sendo acompanhada por esse que está escrevendo sua ficha era 150.

Tudo isso aconteceu em minha primeira ida a UPA Aluízio Alves em Macaíba, e como a primeira impressão é a que fica, a que ficou não foi das melhores, da mesma forma é a impressão sobre o atendimento nos demais equipamentos públicos de nossa cidade.