18 de julho de 2014

O Ministério da Educação aprova o estágio obrigatório na rede pública de saúde

Por Miguel Martins

O Ministério da Educação acaba de aprovar as novas diretrizes curriculares dos cursos de Medicina no País. Formulado por uma comissão do Conselho Nacional de Educação, sob a relatoria do médico e professor universitário Arthur Roquete de Macedo, o texto atende a uma das demandas centrais do Mais Médicos: ao menos 30% da carga horária do estágio obrigatório, o chamado internato, deverá ser cumprida no SUS. No período, os futuros médicos poderão atuar em Unidades de Pronto Atendimento e Serviços de Atendimento Móvel de Urgência, mas devem dar prioridade à atenção básica da população.

Uma avaliação nacional dos estudantes a cada dois anos e um programa de qualificação dos docentes nas faculdades são outras novidades. As medidas podem contribuir para o sucesso dos cursos recém-abertos no País, com foco na formação de médicos voltados para o atendimento primário nos rincões. Em maio, foram aprovadas 420 novas vagas em universidades federais do interior do País. Em dezembro de 2013, foram 560. Na nova leva, Bahia foi o estado mais beneficiado, com a criação de três cursos.

Sob responsabilidade da Universidade Federal do Vale do São Francisco, o campus de Paulo Afonso, município de 120 mil habitantes na divisa entre Bahia e Alagoas, abrigará a sua primeira turma de medicina em 2014. Os 40 futuros médicos foram selecionados com base em suas notas no Enem. A instituição reserva 50% das vagas para estudantes egressos de escolas públicas. Eles terão aulas em um espaço provisório, uma antiga escolinha para os funcionários da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco.
Texto na íntegra: cartanaescola.com.br