7 de julho de 2014

Sem rumo, Campos não consegue ser terceira via

Por Leonardo Simões

A última pesquisa do Ibope minou as chances de Eduardo Campos (PSB) se fortalecer como terceira via. Decrescente, seu índice de intenções de votos agora é de 10%.

A quatro meses da eleição, Campos não mostrou um discurso persuasivo o bastante para firmá-lo como uma opção de voto a Dilma e Aécio. Ao contrário, tem soado contraditório demais para ser confiável. Campos fala em “nova política”, mas faz o que pode para fundar alianças com Geraldo Alckmin, em São Paulo. Critica Dilma, mas enxerga méritos em Lula. Fala bem de Fernando Henrique Cardoso, contudo, procura se distanciar de Aécio Neves.

Na semana passada, o ex-governador pernambucano profetizou que Dilma entregará um Brasil pior. Lula rebateu: “Creio que o Eduardo não pode exagerar nas críticas porque ele sabe que é o mesmo projeto, o projeto do qual ele participou e que tantos avanços trouxe para Pernambuco e o Brasil”. Durante 10 anos, ele esteve na base do governo.

A parceria com Marina apenas verticalizou seu despreparo, já que os dois têm diferenças enormes. Por enquanto, Campos não é terceira via, e sim uma via de mão-dupla: anda pelo caminho que é mais atrativo, não necessariamente o melhor. As parcerias com Alckmin, Beto Richa e Marina Silva comprovam bem.