17 de agosto de 2014

A Comunidade Indígena do Tapará pede que o calçamento que dá acesso a Vila Olímpica atenda também a comunidade

A comunidade do Tapará pertence ao município de Macaíba, considerada pela FUNAI como uma das cinco comunidades de origem indígenas do Rio Grande Norte. Neste sentido, o Estado Brasileiro, os poderes locais precisam instituir na sua agenda governamental prioridades das suas ações, especialmente aquelas sob responsabilidade da gestão municipal. Assim, reparar a divida social e histórica dos governos com os povos indígenas, bem como, o reconhecimento, garantias dos direitos com políticas afirmativas e de infraestrutura aos  seus descendentes.
 
Apesar disso, a gestão municipal parece não priorizar os interesses de quem mais precisa e depende de uma boa infraestrutura para locomoção, fluxo de carro e comercialização dos produtos, além de outros serviços, uma vez que a comunidade disponha de fácil acesso. Na terça feira (12), o Prefeito Fernando Cunha assinou a ordem de serviço de pavimentação da estrada que dá acesso a Vila Olímpica. Porém, as informações que chegam a famílias de moradores é que obra termina na Vila Olímpica que sequer foi concluída. O calçamento não seguirá até a comunidade. O trabalho será pela metade. 

Os moradores do tapará tomaram conhecimento que o calçamento será apenas para atender a Vila Olímpica, ainda sem conclusão. Vale lembrar que é a mesma estrada que liga o centro da cidade de Macaíba a comunidade indígena. O povo se pergunta: O que é mais importante? O povo da comunidade que precisa, ou um empreendimento que terá atividades pontuais. O que e prioridade? Qual o compromisso da gestão com a população?

Procurado pela comunidade, nossa equipe foi ao local, constatamos que o serviço de terraplanagem e os meios fios (pedras) encostados foram deixados próximo a Vila Olímpica, faltam poucos quilômetros para a comunidade do Tapará e os serviços preliminares  não chegam, tampouco o material para iniciar as obras incluindo os interesses daquela população.

Os moradores realizaram uma reunirão na sede da associação, demonstrando indignação com esse tratamento de exclusão. Na ocasião, informaram que querem providência da prefeitura de Macaíba. No momento, um morador dizia: “Um campo de futebol é mais importante do que a comunidade? Que tenha o campo, mas que também se lembrem da gente” Com a resposta, o Prefeito. 

Diante dessa a situação, cabe a nos perguntar: Que tipo de gestão é essa que preserva um pensamento colonizador? O povo é ignorado, isolado, “invisível” aos olhos do município na execução das ações. E a manutenção dos direitos dos povos de origem indígena? A comunidade precisa ser ouvida, ser prioridades nas ações governamentais, com justiça e inclusão social. Sem isso, Um novo tempo teima em não acontecer. A população pede e aguarda providência.

Da Redação
Cidadão Macaibense