4 de agosto de 2014

Macaíba não possui políticas de preservação do seu Patrimônio Material

Créditos: Maxson Savelle
O maior patrimônio de um povo é a sua cultura, memória e história. O conhecimento de quem somos e de onde viemos é fundamental para o fortalecimento e desenvolvimento de uma sociedade. Berço de grandes nomes na cultura e na literatura do país, cito alguns, Elói de Souza, Auta de Souza, Augusto Severo, Tavares de Lyra, Otacílio Alecrim e tanto outros vultos históricos e importantes de nossa cidade.

Infelizmente a gestão municipal, não consegue enxergar a multiplicidade e as potencialidades de nossa cultura. Um dos maiores exemplos disso, entre tantos outros, são os nossos patrimônios arquitetônicos que se confunde com a história da antiga Vila Coité. Vejamos os descasos e o abandono governamental.

O Casarão dos Guarapes em ruínas, o prédio onde morou Auta de Souza, atualmente uma Escola estadual que teve sua fachada descaracterizada, tem mais, a casa onde viveu Augusto Severo, atualmente funciona uma das maiores redes de supermercado do município. Sem perder de vista os casarões que ainda permanecem erguidos, porem sem que haja uma política de valorização e reconhecimento dessa riqueza cultural.

Recentemente, foi à ruína mais uma parte da nossa história. O prédio do antigo cinema do município, conhecido como Cine Cometa, que havia sido fechado há muito tempo, funcionava apenas como espaço comercial, sofreu um incêndio, vindo semanas depois ao desabamento. Agora a história que se mantinha sólida se transformou em escombros.

Estes fatos citados revelam uma face governamental que ignora a cultura local e não tem compromisso com o autoreconhecimento e identidade de seu povo. Acontecimentos como esses dizem muito sobre o grau de sensibilidade e conhecimento da população sobre sua história. Parece que existe uma tentativa de destruir o orgulho do macaibense através do descaso e ignorância dos governantes. Uma cidade rica nas suas expressões culturais e arquitetônicas, porém, de um povo pobre sem acesso ao conhecimento. Talvez porque nossos patrimônios materiais e imateriais venham sendo soterrados embaixo dos escombros da nossa história e a população fica sem memória. 

Enquanto isso, a proposta de um plano municipal de cultura segue engavetada nos armários empoeirados da prefeitura. Faz tanto tempo que os armários parecem sarcófagos, sob os cuidados de uma gestão mumificada.

Da redação