25 de agosto de 2014

O coronelismo na política do RN ainda impera

Por Carlos Alberto Barbosa - Nominuto

Impressiona que nos dias de hoje em pleno século 21 ainda exista o poder do “coronelismo” no interior do Rio Grande do Norte. Talvez tenha passado despercebido para alguns, mas observei que no release produzido pela assessoria do candidato a governador, Robinson Faria (PSB), sobre a “Caravana da Liberdade” na cidade de Rui Barbosa, neste domingo, a carreata quase foi impedida de entrar na cidade por determinação da prefeita Maria Aparecida Cavalcante, do PMDB, partido do principal opositor de Robinson nestas eleições, Henrique Alves.

No quarto parágrafo do texto da assessoria de Robinson fica claro o que estou dizendo. Diz o texto:

Na cidade de Rui Barbosa, a Caravana da Liberdade quase foi impedida de entrar no município, mas os candidatos percorreram as ruas da cidade e conversaram com a população. Durante o discurso de Robinson, a população lotou a praça central para ouvir as palavras do futuro governador.

“O povo é livre. O povo tem direito de escolha e ninguém é dono da cidade. Vamos libertar os potiguares dessa velha política! Todos os potiguares têm o direito de conhecer as nossas propostas e escolher em quem vão votar! Vamos lutar cada dia mais por esse direito”, afirmou.

Mostrado o relato da assessoria do candidato, devo dizer se tratar de um fato lamentável. Certamente o próprio candidato do PMDB, Henrique Alves, pelo o que conheço reprova esse tipo de atitude, pois o direito de ir e vir do cidadão está na Constituição Federal e ele como presidente da Câmara deve prezar por isso.

Henrique, por exemplo, que diz ter lutado contra a ditadura militar, penso eu não deva aprovar o ato de sua correligionária que tentou impedir que o candidato adversário pudesse manifestar a liberdade de expressão em sua cidade.

É preciso entender que vivemos numa democracia e ninguém pode se considerar dono de uma cidade como se fosse um feudo. O povo é livre para opinar e votar. Isso é um direito do cidadão brasileiro, ou seja, a liberdade de expressão. Que a atitude coronelista da prefeita de Rui Barbosa não se repita mais em outros rincões deste Rio Grande Sem Sorte.