26 de setembro de 2014

Do que adiantou ir as ruas?

Por Carlos Alberto - Nominuto
A se configurar nestas eleições o quadro pintado hoje em reportagem do Estadão, de que um ano e três meses após as manifestações que, entre outras bandeiras protestaram contra os partidos políticos em junho de 2013, uma onda regressista e conservadora predomina nas disputas regionais, fica a pergunta: do que adiantou ir as ruas?

De acordo com o jornal  em dois terço dos estados, os favoritos apontados pelas pesquisas de intenção de voto são candidatos a reeleição, ex-governadores que querem voltar ao cargo ou integrantes de oligarquias locais.

Óbvio está que o resultado destas eleições poderá ser o mesmo do mesmo de que tanto o brasileiro reclama, mas quando tem o voto na mão, que é a sua grande arma, não sabe aproveitar a oportunidade. Depois fica a lamentar.

Votar em branco ou anular o voto também é o mais absurdo dos protestos, pois só ajuda a manter o que está aí. Mudanças não se fazem votando em branco ou anulando o voto. Mudanças se fazem com voto consciente. Se queremos realmente mudanças a onda regressista de volta ao passado tem que ser deixada de lado. Mudar significa substituir, alterar algo que não está dando certo.

Mudar, efetivamente, assusta. Quantos de nós não nos acomodamos a determinadas situações e condições pelo medo do desconhecido? Pois é, como disse alguém certa vez o medo tem que dar lugar a esperança. Daí, não termos que nos sujeitar ao mesmo do mesmo para depois não termos que perguntar do que adiantou ir as ruas?

A conferir!