18 de setembro de 2014

Perspectiva de segundo turno no RN

Por Carlos Alberto - Nominuto

Nenhum instituto de pesquisa havia ainda levantado a possibilidade de haver segundo turno nas eleições do Rio Grande do Norte. No entanto, na última segunda-feira (15), a segunda pesquisa Ibope divulgada pela Inter TVCabugi, pela primeira vez, diante da estagnação do líder na corrida sucessória, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB) em 40 pontos percentuais – na primeira pesquisa Ibope ele tinha esse mesmo percentual e na segunda manteve – e diante também da curva ascendente do seu principal opositor Robinson Faria (PSD), embora que ainda muito devagar, sinalizou que já começa a existir sim essa possibilidade.

Sintomático ou não, faltando menos de 20 dias para o pleito a possibilidade de segundo turno já chegou ao marketing das campanhas dos dois principais candidatos ao governo do Rio Grande do Norte. Na campanha de Henrique Alves, por exemplo, que no início pregava o não radicalismo, observa-se que nos últimos programas eleitorais a referência a Robinson como vice-governador de Rosalba Ciarlini soa como provocação, como que isso pudesse incomodar o adversário tendo em vista o desgaste do governo Rosalba. Não só isso: a campanha de Henrique insisti em dizer que Faria como secretário de Recursos Hídricos não fez nada para amenizar o problema da seca no estado. Embora o seu marketing não admita publicamente, óbvio e claro, o radicalismo é um sintoma da real possibilidade de segundo turno.

A campanha de Robinson rebate e cola em Henrique Alves a pecha do “candidato do acordão”. E mais: reforça junto ao eleitor que Henrique é contra a baixaria, e que “baixaria maior é ele ser citado no escândalo de corrupção que envolve a Petrobras”, conforme delação premiada do ex-diretor da estatal do petróleo, Paulo Roberto Costa, à Polícia Federal dias atrás, levada as páginas da revista Veja com grande repercussão nacional.

Como se observa, quando campanhas políticas começam a se acirrar é porque os ânimos tomaram conta dos envolvidos em função de que o quadro ainda não se definiu pra seu ninguém. Enganam-se aqueles que pensam que uma diferença de apenas 9 pontos percentuais pode definir uma eleição. Se for levado em consideração a margem de erro que varia entre 2,3 e até 4 pontos percentuais, dependendo do instituto, 9 pontos percentuais, neste caso, pode ser favorável a um ou outro candidato.