5 de dezembro de 2014

MACAÍBA PAROU NO TEMPO?

Por Adriano Mesquita - Senadinho Macaíba
O Decreto 1746/2014 que reduz salários e suspende gratificações da Saúde tem causado revolta em parte do funcionalismo atingido pelos seus efeitos.

É bem verdade que o municipal atingiu o limite prudencial dos gastos com folha de pagamento de pessoal e, portanto, é preciso que o Prefeito promova atitudes para não desobedecer a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O grande problema é que tal limite ocorre em um momento pós-eleitoral, dando a impressão que a máquina pública foi inchada em razão de acomodações políticas e a volta à normalidade depende de cortar os ganhos de algumas pessoas que não têm nada a ver com isso.

Por outro lado, uma das penalidades que pode recair sobre o município, caso extrapole os limites prudenciais, seria a proibição da contratação de qualquer operação de crédito, o que inviabilizaria a contratação do tão badalado empréstimo de 20 milhões de reais.

O fato é que o Prefeito poderia resolver o problema, causado por sua própria má gestão, de uma maneira menos dolorida para os funcionários do quadro, diminuindo os cargos comissionados que, na sua maioria, são de fora e seus vencimentos não circulam na economia macaibense.

Afora toda essa celeuma de quem deve “pagar o pato”, fica o alerta: é extremamente preocupante ver um município do porte de Macaíba, com uma enorme arrecadação, gastar mais da metade dos seus recursos com pagamento de cargos e salários; certamente faltará dinheiro para políticas públicas essenciais e investimentos em infraestrutura.

Diante disso tudo, uma triste constatação fica clarividente: Macaíba parou no tempo; ou seria no Novo Tempo?