12 de dezembro de 2014

Um ano se passou e a inércia continua (para o que realmente é importante).

Por José A. D. Carneiro

Completando um ano da centésima morte ocorrida em Macaíba no ano de 2013, onde o “miserável” que usou o menino de escudo está morto, e segundo o delegado Normando Feitosa, dos outros que participaram dessa crueldade, apenas um está preso, e os demais, só Deus sabe seus paradeiros, o registro atual é de 65 mortes nesse ano de 2014, redução considerável se olhar apenas números e estatísticas.

Mas as questões que aparecem são: Até quando teremos vidas sendo ceifadas das mais diversas formas e futilidades? Até quando o poder público local ficará inerte como se nada tivesse acontecendo? Quando será que a vida dos seres humanos de nossa cidade será mais importante para o poder público, do que a construção de um centro administrativo?

Por que os 20 milhões á serem pedidos em empréstimo pela prefeitura e já autorizado pela câmara, poderia (assim como eu já escrevi noutro texto) ser usado em algo mais importante. Também em outros textos que escrevi, falei da novela que se repete em Macaíba, com o alarde de algumas obras feitas pela prefeitura, para tirar o foco das atenções das situações agravantes pela qual o município vem passando. E tudo isso com um único propósito, enganar a população criando uma falsa ilusão de que o poder executivo está trabalhando para “melhorar” nossas vidas e que nas eleições que já está em debate, ele apareça como o responsável pelo “UM NOVO TEMPO”.

Outras questões que me vem à mente são, quando teremos esse novo tempo? Nós, meros cidadãos que pagamos nossos impostos, faremos parte desse novo tempo? 

Sinceramente, fica difícil tentar responder essas questões, mas uma coisa eu tenho esperança que aconteça que Macaíba novamente mostre seu cansaço, sua indignação, seu querer e possa dá um basta, nos diversos aproveitadores que se apossaram de nossa cidade.