8 de janeiro de 2015

A barbárie `venceu´ o humor

Por Carlos Alberto

O mundo ficou tão sério que o humor virou uma profissão de risco, resumiu o cartunista argentino Bernardo Erlich, após o atentado terrorista que matou, ontem, em Paris 12 pessoas, entre elas quatro cartunistas do jornal satírico  francês Charlie Hebdo, A barbárie não só chocou o mundo, mas atingiu de forma mortal a liberdade de expressão.

É como bem disse o jornalista Ricardo Noblat em seu blog:

– Quer tenham agido como “lobos solitários” ou como o longo braço de organizações violentas, os três assassinos que chocaram o mundo só confirmaram o que se sabe pelo menos desde o 11 de Setembro.

Ou seja: que independente de sua orientação política ou religiosa, o terrorismo é inimigo da busca da verdade e da independência de espírito. Com ele não se dialoga. Só resta combatê-lo sem ceder, contudo, ao uso dos seus métodos.

Mas de uma coisa temos certeza, a de que tais métodos jamais servirão para calar a imprensa, haja vista as manifestações por todo o Planeta de jornalistas profissionais. O Je Suis Charlie (Eu sou Charlie) numa deferência a publicação francesa Charlie Hebdo, mostrada em foto da Agência de Notícias France Press, republicada inclusive no blogdobarbosa, retrata claramente esse pensamento.

A barbárie venceu o humor momentaneamente, mas jamais calará a imprensa, os cartunistas, os chargistas, que são desenhistas especializados em humor, com um estilo de desenho compatível com um tema de forma caricatural ou estilizado.

O terrorismo seja ele de que forma for é deplorável e condenável.

Repito novamente Noblat, quando afirma que “só existe uma maneira de derrotar os inimigos da liberdade – aumentando as fronteiras da liberdade por toda parte. Limitá-las significaria se render ao mau“.