22 de janeiro de 2015

O Brasil e seus modelos


Por José A. D. Carneiro

O texto de Ionara Nunes sobre o modelo prisional brasileiro postado no último dia 20 de Janeiro [Texto Click Aqui] exemplifica um pouco a máxima dita pelo saudoso Chacrinha de que, “no Brasil nada se cria, tudo se copia”. Essa quase idolatria do Brasil e de muitos brasileiros pelo “modelo” americano de praticamente tudo que existente no mundo, só serve para cada vez mais confirmar que por mais criativo que sejamos não temos condições de formular nosso próprio modelo de vida.

Até temos... O de país do futebol, samba e carnaval, ai eu pergunto, o que esse nosso “modelo” contribui para a formação do chamado, Cidadão Brasileiro? A resposta é simples... Nada, absolutamente nada!

Por ser visto como o país do futebol, o Brasil pode ser considerado um dos piores modelos de gestão desse esporte no mundo, os grandes clubes são devedores de milhões de reais em impostos e contribuições trabalhistas, eles não mantém programas de assistência social que visse mudar a vida de comunidades, mas somente de poucos garotos. Não estou querendo dizer que os clubes se transformem em centros de assistência social, mas que com o poder de alcance nas mais diversas camadas da sociedade, fosse feito trabalhos nesse sentido até como forma de ter torcedores de verdade e não de ocasião.

O samba, o de raiz, fruto da cultura negra herdada no período da escravidão no país sobrevive em poucos redutos devido à influência da mídia capitaneada pelo capitalismo voraz americano que fez com que ele se transformasse de forma a está quase irreconhecível. O carnaval, época em que o Brasil entra em ebulição total durante quatro dias no ano, e depois disso... Volta tudo a ser como era antes, com todas as bondades e maldades da vida cotidiana, é só isso, quatro dias em que as pessoas buscam fugir da realidade.

Ou seja, esse modelo adotado pelo Brasil e mostrado ao mundo como vitrine, é frágil e cada vez menos desperta interesses. Esses exemplos deveriam ser conseqüências de um modelo de união tendo como centro a educação, que assim faria jus ao lema do governo Federal de que o Brasil é uma “Pátria Educadora”.