4 de fevereiro de 2015

É possível mudar, mas quem quer?



Estava eu lendo um artigo que falava no baixo índice de corrupção da Suécia, como sempre ela, das leis anti-corrupção e do que a sociedade precisa ter para que o número de casos de corrupção diminua.

O homem responsável pela proteção do Estado sueco de práticas corruptas falou que em um espaço de trinta anos, só aconteceram dois casos comprovados de desvio de verbas públicas e que existe uma lei de 1824 que é cumprida à risca para combate à corrupção, divulgação responsável dos gastos públicos, salários de servidores do alto escalão e qualquer gasto dito corporativo...

Disse também o óbvio, que a sociedade daquele país é vista de sua base para cima, que a educação de qualidade é o mínimo para fazer um povo compreender a sua posição no espaço social e que quando a sociedade não precisa lutar por sua sobrevivência e por serviços básicos como educação e saúde, fica mais apta a fiscalizar os atos governamentais, pois se sente parte da escala de poder... se sente responsável por aquilo.

É sabido que nossa sociedade reclama e necessita por melhorias nos serviços básicos mencionados e que uma boa parte não se sente parte das decisões de poder, mas sejamos sinceros, será que as pessoas de modo geral querem que haja uma real mudança do estrato social? Uma mudança profunda que mexa e remexa com as estruturas de poder e privilégios entranhadas no nosso povo nesses quinhentos anos? E os atos de corrupção vindos de quem está no poder? Será que é interessante mesmo que as leis sejam cumpridas por todos, mas todos mesmo?

É tão comum ver apadrinhados grandes e pequenos recorrer aos padrinhos em uma hora de necessidade...dizendo "pensam que não tenho conhecimento com ninguém ou quando se chega em uma unidade pública e se diz "uma pessoa minha".

É possível mudar isso e adotar novas maneiras de enxergar o poder? Sim, claro que é, mas quem quer?