6 de março de 2015

No meio político quem tem moral pra pedir impeachment?

Por Carlos Alberto - Nominuto

– A tua piscina tá cheia de ratos... Tuas idéias não correspondem aos fatos... O tempo não para (…)

A letra da música “O Tempo não Para”, interpretada por Cazuza, que já morreu, retrata bem a realidade que vivemos hoje no Brasil, sobretudo no mundo político.

Veja, caro leitor. Lendo a coluna Radar on-line do jornalista Lauro Jardim, da Veja – bom ressaltar isso -, me deparei com a seguinte informação:

- Paulinho da Força Sindical, o mesmo que prepara um pedido de impeachment contra Dilma, é investigado no STF por corrupção passiva (em dois casos distintos) e por peculato.

Pois muito bem. O presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), e que foi coordenador da campanha de seu colega de Senado, Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República, elogiou a delação premiada na Operação Lava Jato, antes de ser vítima dela também. Agripino, para os que não sabem, foi denunciado na Operação Sinal Fechado, em delação premiada pelo advogado George Olímpio, ao Ministério Público do Rio Grande do Norte de ter recebido R$ 1 milhão em propina num esquema de corrupção no Detran-RN no governo Wilma de Faria (PSB).

Como se percebe as duas referências servem a sugestão do título deste Editorial, ou seja, “No meio político quem tem moral pra pedir impeachment?”, no caso, da presidenta Dilma.

Não só os exemplos citados acima. Agora mesmo se tem notícias de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo Tribunal Federal, abertura de inquéritos contra os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), citados pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa como beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras.

Será que Paulinho da Força Sindical, José Agripino Maia, Renan Calheiros, Eduardo Cunha e outros tantos políticos vão ter coragem de ir as ruas no próximo dia 15 pedir o impedimento da presidenta Dilma. Se forem sugiro levar óleo de peroba.

Suas ideias não correspondem aos fatos, diria Cazuza se vivo fosse.
É, caro leitor, o tempo não para.
A conferir!