29 de maio de 2015

“Vamos tragar o preconceito”, o clama professor Costinha

Foto: Blog do Poeta

Por Wedson Nunes - Blog do Poeta

No início desta última semana de maio, a reportagem deste informativo online (blog) procurou o professor Francisco Sales da Costa, o “Costinha”, residente no conjunto Auta de Souza, e ele relatou que está sendo acusado pelo pai de um dos seus alunos de fazer apologia às drogas, principalmente a cannabis sativa (maconha), durante uma de suas aulas ocorrida há mais de um mês.

Costinha, que atua como professor de Sociologia há mais de 25 anos, disse que estava passando para os alunos do 1º ano da Escola Estadual Doutor Severiano, localizada em Macaíba (Grande Natal), conteúdo educativo sobre a questão da legalização da maconha e o seu uso como medicamento.

Segundo o professor, ao mostrar um vídeo no qual uma senhora fala que ela ficou curada quando usou o remédio à base de maconha durante o período que fazia quimioterapia, um dos seus alunos, que tem 15 anos de idade, imediatamente ligou para o seu pai contando o que tinha visto e ouvido na aula.

O professor relatou que, equivocadamente, o pai procurou a Delegacia de Polícia Civil do município e registrou um BO (Boletim de Ocorrência) acusando-o de fazer apologia às drogas e incentivar o seu filho e colegas de classe a usarem maconha.

Para Costinha, o pai do seu aluno interpretou mal o conteúdo da sua aula. Costinha falou que já participou de uma audiência com o delegado e explicou a sua versão. Ele falou ainda que o pai que está lhe acusando não aceitou fazer acordo. “Estou sendo caluniado. Em nenhum momento quis fazer apologia a nenhum tipo de drogas. Por uma má interpretação, posso pagar por algo que não fiz”, comentou.

De acordo com companheiros de profissão, incluindo os da escola Doutor Severiano, Costinha é um excelente educador e jamais incentivaria seus alunos a fazer coisas erradas. Para alunos que estavam presente àquela aula, o professor estava apenas mostrando vídeos e documentários sobre o uso da maconha como medicamento para que eles criassem argumentos para debaterem sobre o assunto.

Vamos tragar o preconceito!”, clama professor Costinha encerrando a entrevista.