21 de outubro de 2015

As Praças Públicas de Macaíba não recebem manutenção pela gestão Fernando Cunha


Desde os tempos mais remotos das civilizações ocidentais, as praças eram símbolos de convivências e relações sociais. Na sua origem, esse espaço de humanidade era denominado de ágora, que tem em seu significado, lugar de reunião, onde pessoas se encontravam para compartilhar vivencias. As praças sempre foram elementos importantes, componente do espaço urbano. Ambiente de grandes manifestações politicas, culturais e reivindicações sobre mudanças de paradigmas.

Tanto no passado, quanto no presente, as praças trazem consigo a historia de um povo em suas múltiplas dimensões, seus simbolismos e significados. Não raro, elas são, historicamente, espaços de transformações sociais e expressão da participação democrática. No entanto, no mundo real, percebe-se o total descaso de algumas gestões no zelo com o patrimônio público.

No município de Macaíba, é comum o descaso com a preservação desse patrimônio. Em visita a praça Antônio de melo Siqueira (Fotos) podemos observar que as luminárias foram completamente retiradas, deixando-a na escuridão, contribuído ainda mais para violência e insegurança que atinge toda população. É visível nas fotos que a praça possui também lixeiras quebradas e a área verde prejudicada. A referida praça situada, próxima a ponte do centro da cidade, faz referencia aos filhos ilustre da nossa cidade, porem não recebe o tratamento de preservação e manutenção.

Praça Antõnio de Melo Siqueira - Créditos: Manoel Mauricio

Em visita, a equipe do Cidadão Macaibense, as demais praças do município, o cenário é de abandono, em alguns casos de escombros, em meio ao espaço urbano de Macaíba. É possível que grande parte da população tenha conhecimento desse descaso. No entanto, vale destacar alguns casos mais emblemáticos.

A praça do baobá, inaugurada, porem, abandonada pela gestão cunha; A Praça da Juventude na Rua Potengi, que se arrasta numa situação precária, sem qualquer sinal de andamento e quem sabe a conclusão da obra. Diante do exposto é possível fazer um paralelo com a situação da juventude na cidade. A condição daquela praça reflete o descaso do prefeito Fenando Cunha com as politicas de juventude de Macaíba. O município tem um número significativo de jovens em conflito com a lei, vitima da ausência de politicas públicas especificas que atendam as demandas dessa categoria. Assim, segue a praça e sua juventude abandonada, desprovida de uma agenda governamental para esse grupo de macaibense. A praça é a representação do próprio descaso com o tema: juventude.

Não há duvidas, que existem outras situações similares de abandono das praças públicas. Apesar disso, não tem como falar de todos. O que se pretende é informar a população e reivindicar o exercício da gestão no cuidado com a coisa publica.

Falar de praça, não é tratar desse aspecto de forma isolada, existe emergência de discutir o tema integrado a outras ações que o município precisar executar. Por tanto, é preciso sair da miopia politica e começar a enxergar.

Praça, é espaço do bem viver, com segurança, guarda municipal, é saúde com suas academias e espaço para caminhar, manifestações culturais frequentes, comércio, ações de cunho político-social, etc... Ou seja, é a própria historia de um povo acontecendo.

Nesse caso, para que serve a praça atualmente?. Ela é um espaço que expressa à democracia, foi assim na antiga Grécia, também deveria ser de forma mais ampla na atualidade. Mas, se é verdade que ela é um espaço de democracia, uma vez cobrado para cumprir seu papel, o governo local deve se perguntar. Democracia para que?

Afinal as praças servem para quem? Na visão de alguns prefeitos, na melhor representação de uma praça, não passa de vaso de flores. No mais, local de propaganda, entulho urbano, simplesmente para homenagear apoiadores ou apenas para captação de recursos da união.