15 de dezembro de 2015

Tarde de Sábado nesses dias de dezembro

Crônicas do Prof. Costinha

Sábado, finalzinho de tarde em Macaíba. Um pouco tranquila e quente, parece possuir algo de particular para quem gosta daqui. As motocicletas e os carros buzinam quando o sinal abre no semáforo. Os pedestres escorregam pelas ruas em direção as calçadas e as pessoas entram e saem das lojas num movimento menor do que foi pela manhã, com a feira livre.

Jovens conversam em grupos. Risos e olhares se entrecortam. Carrinhos de cachorros-quentes, batata frita e outras iguarias começam a funcionar ativamente, exalando cheiros.

Donas de casas carregam sacolas entre os dedos gordos, caminham e conversam também animadas. Tudo rotina, mas não é monotonia.

Ônibus levam passageiros à Natal, a noite ainda nem começou. Na Capital vai ter festas animadas, aqui também.

Em ruas simpáticas há cadeiras espalhadas nas calçadas. Uma ou outra árvore com sombra e sossego. Ainda é possível ver crianças a brincar.

Homens com bebês nos braços tornam-se suntuosos. Há taxistas comentando o resultado do futebol. Moças se encontram e se abraçam, conversam enquanto ajeitam os cabelos. As ruas decoradas com enfeites natalinos e um grupo preparando a igreja para um casamento, cuja ornamentação está cheias de flores.

Por uma rua transversal passa um carro de som anunciando logo mais haverá festa. As luzes dos postes já estão acessas. O fim da tarde de sábado em Macaíba é misterioso por parecer simples, um pouco nostálgico nesses dias antes do verão, por parecer uma transição. Um bêbado mal se lembra que é Sábado e que a vida segue infinita nessa parte do Brasil.