22 de junho de 2016

Michel Temer admite golpe e elogia Eduardo Cunha


Brasil 24/7: O interino Michel Temer concedeu uma entrevista reveladora ao jornalista Roberto D'Ávila, na noite de ontem, na Globonews. Num ato falou, admitiu a existência de um golpe contra a presidente Dilma Rousseff. Numa inconfidência, revelou que só tomará medidas duras, como aumentos de impostos e da idade mínima para a aposentadoria, após a segunda votação no Senado. E, numa demonstração de certo receio, sinalizou que não irá processar Sergio Machado, o ex-presidente da Transpetro que o acusa de pedir doações oriundas de propina para a campanha de Gabriel Chalita, em 2012.

O ato falho ocorreu quanto Temer explicou por que impede que a presidente Dilma Rousseff utilize o avião presidencial em seus deslocamentos. Ele afirmou que ela "utiliza o avião, ou utilizaria, para ir fazer campanha denunciando o golpe", sem falar em "suposto golpe" ou "o que ela considera ser um golpe".

"A senhora presidente tem o palácio da Alvorada, tem o palácio do Torto, tem avião para se locomover para o seu estado. Sim, porque, convenhamos, ela não está no exercício da presidência, portanto não tem atividades de natureza governamental", disse ainda Temer, que também afirmou que "jamais faltou comida" para a presidente afastada – numa referência ao bloqueio dos cartões de crédito do Alvorada.