7 de julho de 2016

A hipocrisia da Câmara Municipal de Macaíba



Muito se comentou sobre a última sessão da Câmara Municipal de Macaíba realizada no último dia 01 de Julho de 2016, quando da votação do aumento no salário do prefeito, vice-prefeito, vereadores, secretários e atividades afins. E o que se viu, foi a repetição da decadência pela qual a política passa em nosso país. Desde a votação da admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma pela Câmara Federal, não se via tanta hipocrisia, tantas falas sem sentidos e sem base, no mínimo plausível, para que pelo menos tentasse convencer a população sobre os aumentos, porque não se dá para justificar o injustificável. 

Temos uma Câmara de vereadores onde quase 85% dela tem uma "produção" lamentável, e que nos deixam claro que seu propósito é somente, vez ou outra, está presente nas sessões para balançar a cabeça igual lagartixa dizendo sim a tudo o que vier para benefício próprio ou do executivo, ou, balançar a cabeça igual a uma porta, que não tem outro sentido que não seja a horizontal, dizendo não, ao que vier ou for bom para população, afinal, Macaíba passa por uma crise financeira grave, e ainda resquício da administração passada, o que a impossibilita de realizar benefícios concretos a população não é?

Mas, voltemos à sessão. Naquele dia, quem esteve presente, pode perceber vereadores totalmente despreparados para ocupar esse cargo, aja vista que sua maioria nem se quer abril a boca (ah, o trabalho deles é somente balançar a cabeça, eu havia me esquecido.), não vale dizer que foi para não acirrar mais ainda os ânimos, porque essa desculpa não cola. Nessa sessão vimos o inverso, trabalhadores, estudantes, membros da impressa local, ter que na base do grito, fazer o trabalho dos vereadores, que é primordialmente fiscalizar as ações do executivo, mas... como não se deve cuspir no prato que se come, esqueçamos nosso princípio fundamental, então, deixa o executivo a vontade, deixa-o “trabalhar”.

Tem uma coisa interessante na “produção” desses “nobres”, que é a quantidade de títulos de cidadão que eles concedem, o último foi a um cidadão que nas justificativas foi o dele ceder terrenos em mangabeira para construir o ginásio de esportes e parte do conjunto Manoel Dias, mas o que chama atenção, é o fato desse cidadão ser empresário e dono de uma pousada na Br 304, nas proximidades da Simas Indústrial, local de alto valor monetário e de localização estratégica comercialmente.

Obs: No quadro de fotos, falta um edil pois não foi localizado sua imagem.