3 de setembro de 2016

Estudante atingida por estilhaços de bomba perde a visão

Créditos: Pág. Jornalistas Livre

REPETECO MALDOSO, um novo 13 de junho de 2013

Na fatídica esquina da Rua Caio Prado com a Rua da Consolação, aquela mesma do massacre de 13 de junho de 2013, Deborah Fabri, manifestante que participava hoje do ato contra o impeachment foi atingida por um estilhaço de bomba no olho esquerdo.

Quando encontramos Deborah, ela já estava ferida e era amparada por amigos e outros manifestantes. Ainda assim, ela conseguiu explicar que o estilhaço da bomba que atingiu seu olho, dilacerou a lente do óculos que usava. Deborah sentia pedaços de vidro dentro do globo ocular.

Ao nos aproximarmos, ela dizia: “perdi meu olho, meu olho não está aqui”.

Deborah mal conseguia ficar em pé. Foi levada para os primeiros socorros da unidade ambulatorial da PUC, na Rua Marquês de Paranaguá. De lá. Foi encaminhada ao Hospital das Clínicas, onde permanece internada.

Contatamos a advogada Ana Casarin e a Rede Feminista de Juristas DeFemde para acompanhar o caso.

O tom da polícia de Geraldo Alckmim que atua nos atos contra o golpe, desde a segunda feira (29), tem mostrado uma repressão desproporcional contra os manifestantes, imprensa e contra toda a população que está na rua participando ou não do protesto. O que está nítido é que dias piores de repressão policial poderão vir.

Amanhã, vamos visitar Deborah no hospital e traremos notícias atualizadas sobre seu estado de saúde.

Por Kátia Passos / Jornalistas Livres
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