24 de abril de 2017

A verdadeira urgência é resistir



Ao aprovar o regime de urgência para a reforma trabalhista, os golpistas revelaram mais do que uma estratégia política para acelerar a tramitação do projeto repudiado pelas centrais sindicais, movimentos sociais, CNBB, OAB, entre outras instituições respeitáveis que já o condenaram de público. Indiretamente, os golpistas revelaram também que têm pressa porque têm medo.

Eles sabem que a sociedade organizada vai reagir nas ruas para barrar a reforma abusiva, assim como ocorreu com a Previdência. Por uma razão muito simples: as pessoas já perceberam que a reforma trabalhista não tem nada de modernizante, não é justa nem é capaz de ajudar a reverter o desastre econômico que o governo deles produziu no Brasil.

Os “argumentos” pró-reforma que os golpistas martelam incessantemente na mídia seguem o mandamento nazista da propaganda política: uma mentira repetida mil vezes pode tornar-se verdade. Tudo o que eles dizem é uma mera cortina de fumaça para encobrir os verdadeiros objetivos da reforma: rasgar a CLT e empurrar as relações trabalhistas de volta ao século 19, cassar direitos e conquistas sociais, dificultar o acesso dos trabalhadores à Justiça, enfim, beneficiar o capital e aviltar o valor do trabalho.

A verdadeira urgência da reforma trabalhista relatada pelo deputado tucano Rogério Marinho, que se presta ao papel de marionete dos setores mais atrasados do patronato, passa longe do que foi aprovado na Câmara. O que é urgente de verdade é a mobilização contínua e a resistência organizada contra esse novo desdobramento do golpe político iniciado com o impeachment da presidenta Dilma.

É preciso participar da greve geral convocada para o próximo dia 28, realizando atos de protesto em todas as cidades e mantendo as pessoas informadas e conscientes do fundamental: por maior que pareça o rolo compressor dos golpistas, ele sempre será menor que o poder dos/as trabalhadores/as unidos/as em defesa de suas conquistas legítimas.

#Nenhumdireitoamenos