6 de junho de 2018

Preceptora do CEPS defende Mestrado na maior Comunidade Quilombola do RN

Vários moradores assistiram à defesa do Mestrado,
inédita na comunidade e também na História da UFRN

O Dia Internacional da África, celebrado em 25 de maio, foi bastante especial para o Instituto Santos Dumont (ISD) no ano de 2018: Carolina Damásio, preceptora médica do Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (CEPS), defendeu a dissertação de mestrado “ ‘Eu não tinha a menor ideia do que eu podia aprender aqui…’ – Educação das profissões da saúde e competência cultural” na própria Comunidade Quilombola que acolheu seus estudos: Capoeiras, localizada em Macaíba (RN). O trabalho acadêmico, feito no âmbito do Mestrado Profissional em Ensino na Saúde (MPES), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), analisa dados do Projeto Barriguda, desenvolvido desde 2015 pelo ISD, em Capoeiras. A médica infectologista embasou sua pesquisa a partir das experiências obtidas na disciplina de graduação “Competência Cultural na Atenção à Saúde da Mulher Quilombola”, oferecida de forma inédita no Brasil pelo Departamento de Tocoginecologia da UFRN, em parceria com o ISD.


Carolina Damásio durante a defesa de sua Dissertação
no Centro Comunitário de Capoeiras, em Macaíba (RN).

Carolina explica que a disciplina tem como finalidade contribuir com o desenvolvimento da competência cultural na formação dos profissionais de saúde, o que segundo ela, é a capacidade do profissional oferecer um atendimento de qualidade a pacientes de origens étnicas e culturalmente diversas, respeitando os valores, crenças e modos de vida individuais ou grupais do paciente. Ela lembra que em muitos países essa reflexão já integra a formação dos profissionais de saúde, porém poucas experiências dessa natureza fazem parte dos currículos de graduação no Brasil. “A integração ensino-serviço-comunidade é de extrema importância na formação destes futuros profissionais, pois dá a eles a oportunidade de vivenciarem e entenderem os contextos nos quais os pacientes estão inseridos. Então, dessa forma, essa experiência pode ajudar na compreensão das dificuldades, dos processos de saúde e doença, dos aspectos culturais e dos modos de vida dessas pessoas”, analisa a médica.

Matéria na íntegra: www.institutosantosdumont.org.br