4 de junho de 2018

Protesto dos Servidores Públicos do "Posto da Maré". Quebra de acordo e Ambiente insalubre.

Servidores realizam protesto em frente ao Centro de Saúde

Na manhã desta segunda-feira (4), um grupo de servidores públicos que trabalham no Centro de Saúde Luís Antônio Fonseca Santos "Posto da Maré", realizaram um protesto reivindicando a permanência da carga horária de 6 horas. 

A equipe do Cidadão Macaibense conversou com José Alcântara, Coordenador do Sindicato dos Servidores Públicos de Macaíba - Sinsemac e colheu mais informações. Fazem 17 anos que os servidores do posto da maré trabalham 6 horas corridas, sendo essa carga horária a mais viável para o atendimento ao público e conclusão das demandas. Confira;

Principal Reinvidicação
"No mês de março os servidores do posto da maré levaram falta devido aos mesmos não terem trabalhado as 8h (4h pela manhã, pausa para o almoço de 2h e finalizando com 4h na parte da tarde) impostas pela secretária de saúde. Nós do Sinsemac junto com a categoria acreditamos que esse modelo não dá certo, pois prejudicaria, por exemplo, o pessoal que precisa de vacina, os funcionários que entravam as 7h e saiam as 11h, esse horário de saída é o que possui uma maior demanda do pessoal do interior para ser atendido, eles teriam que esperar até 12h ou 13h da tarde."

Reunião
Infelizmente a secretária quebrou o acordo afirmado na reunião entre as partes. O sinsemac solicitou um organograma do posto, queremos trabalhar as 8h diárias (40h semanais) mais é preciso fazer um organograma, saber as necessidades do povo e as condições de cada setor. Ela (secretária) concordou que os servidores trabalhariam do que jeito que estava, enquanto ela iria elaborar o organograma, viabilizar um decreto de que ali no posto seria 30h semanais para ficar legalizado e a possibilidade de devolver a falta no final do mês, tudo acordado entre as partes.

José Alcântara, Coordenador do Sinsemac

Quebra de acordo por parte da Secretária
No final do mês, enquanto eu estava em Brasília, a secretária reuniu o pessoal e disse que tudo que foi conversado na reunião foi mal entendido e que todos iriam levar falta. Quando os servidores tiraram os contra-cheques estava lá a falta, alguns receberam R$100,00 outro perdeu R$1.300,00. Se ela tivesse avisado a categoria a gente teria cautela e se organizado, pois ninguém quer perder o seu salário, mas ela não teve a ombridade de informar.

Servidores procuraram o Ministério Público

Ministério Público
Procuramos o Ministério Público e fizemos algumas denuncias necessárias em relação as condições de trabalho e desvio de função de um ASG que estava atuando como Técnico em Enfermagem. Foram encontrados ratos e baratas no posto, ocorrência que a vigilância sanitária não permite. Outro problema é a fedentina grande que vem através de uma janela que fica direcionada para a maré e fios elétricos expostos sem proteção. O processo foi aberto para que o MP possa analisar.