19 de outubro de 2018

Styvenson avisa que “vai chegar no senado para decepcionar os pessimistas”

José Aldenir/Agora Imagens

Agora RN: O capital da Polícia Militar Styvenson Valentin anunciou, em entrevista à Radio 95FM, que vai surpreender os pessimistas quando assumir o Senado da República a partir do próximo ano. Eleito com 745.827 votos, Styvenson disse que já voltou às suas atividades normais – a de capitão da Polícia Militar. Questionado sobre em quem vai votar para presidente e governador, ele manteve-se “neutro”, afirmando que seu voto é secreto.

Tido como arrogante para alguns, antipático para outros, Styvenson disse que a realidade não é bem assim, do contrário não teria sido eleito senador mais votado. Para ele, o que motivou sua eleição foi o desejo de mudança da população. Ele aproveitou a entrevista e agradeceu pela grande quantidade de votos e lembrou que durante a campanha – muitas vezes – teve as portas dos meios de comunicação fechados. “Tinha prefeito que não vinha me receber, mas eu não fui atrás deles. Estava fazendo minha campanha e a cidade não é do prefeito, é de quem mora nela”, disse o capitão senador.

Na avaliação de Styvenson Valentin, a política mudou e as redes sociais fizeram diferença nesta eleição, principalmente porque ele tinha pouquíssimo tempo no horário eleitoral gratuito na televisão e rádio. De acordo com as informações do capitão da PM, sua campanha custou apenas R$ 45 mil, dos quais R$ 24 mil saíram do próprio bolso e as outras doações vieram majoritariamente da família. “Meu comitê foi na casa de minha mãe”, acrescenta.

Quando perguntado se vai continuar independente na política, Styvenson Valentin deixou claro que essa foi sua postura na campanha e que agora ele foi eleito para trabalhar para todo o Rio Grande do Norte. Ele ressaltou que são três senadores e que vai buscar fazer o melhor, não vai decepcionar o eleitor. Em um tom de seriedade, Styvenson destacou que vai “chegar, chegando”, com um política nova e projetos surpreendentes. Já em relação à possível mudança de partido, pelo fato de a Rede não ter atingido a cláusula de barreira, ele disse apenas que “está refletindo sobre o assunto”.