28 de setembro de 2019

Banda da EAJ leva Arte e Cultura para a Escola e Comunidade


Por Fernanda Macedo - Com supervisão da Comunicação EAJ

O surgimento e a história da Banda de Música da Escola Agrícola de Jundiaí se confundem com a história da própria Escola, e a ausência de um projeto específico contribuiu para alguns lapsos nessa trajetória. Mas desde o ano de 2013, em que fora instituída como grupo de arte e cultura da UFRN, a Banda tem cerca de 40 integrantes que se apresentam em diversas cidades do interior do Estado: Goianinha, Touros, Cajueiro de Touros, Vera Cruz, Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, São Miguel do Gostoso, Santa Cruz, entre outras, e em eventos como a Teia Nacional da Diversidade (ação do Ministério da Cultura em parceria com a EAJ), abertura de Jogos escolares na cidade de Barcelona, Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU) e a Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (CIENTEC).

Os alunos entram em harmonia tocando instrumentos de percussão da BMEAJ, caixas, repiques, pratos, lira, surdos, tambor/bumbo. Os participantes também tocam seus próprios instrumentos de sopro, como saxofone, trombone, pistón, clarinete e trompete.

Fazem parte da Banda alunos de cursos técnicos integrados, subsequentes e graduação da EAJ-UFRN, e de cursos do Campus Central. Por ser um Projeto de Extensão aberto para a comunidade de Macaíba, estudantes de escolas do Município também participam. Este ano o grupo fez um belo desfile nas ruas da cidade de Macaíba, com 32 integrantes, à frente um grupo de metais, sendo sempre a Banda mais esperada do evento todos os anos. Nesse desfile, o responsável pela regência foi um aluno da EAJ, Rafael Costa Lima, que participou do projeto durante o Ensino Médio, depois foi bolsista do Fundo de Apoio a Extensão (FAEX), voluntário, e agora está na orientação do grupo na parte musical.

Após o ano de 2010, com a morte do Professor Evilásio Paiva de Araújo, no dia 14 de julho de 2010, que regia a Banda, o Projeto ficou sem professor responsável e com risco de acabar. Foi por causa disso, e do fato de não ser musicista, que a Professora Viviane Medeiros, que coordena o projeto juntamente com o professor Aldair Rodrigues da Silva, convidou o aluno que regeu a banda em 2011, Cledson Nunes, e elaborou o Projeto de Extensão com sua ajuda e a ajuda dos colegas professores da Escola de Música da UFRN. Ela também contou com o apoio dos colegas não músicos da EAJ, Eronilson Vieira, João Inácio da Silva Filho e Júlio César de Andrade Neto.

A coordenadora descreve como esta ação tem mudado histórias através da arte: "Quando pensei no projeto sem ser musicista, juntei amigos, entre eles um bolsista que tinha conhecido há pouco e soube que estudava música. Convidei-o para ser o primeiro bolsista, e um amigo militar da reserva, José Laureano, para ser o regente. No ano seguinte, com a saída do Regente, Allysson Pablo Melo Ferreira, de 26 anos, nosso primeiro bolsista, assumiu ainda assustado a regência do grupo. Depois de dois anos concluiu seu curso com TCC sobre o projeto BMEAJ, depois como voluntário fez especialização em Educação Musical e mais uma vez sua monografia sobre a Banda. Foi lindo! Ainda hoje longe da banda pelas mudanças da vida, Allysson vem nos assistir nos desfiles em Macaíba”.

O atual Diretor da EAJ, o Professor Júlio César também destaca a importância da Banda para a Escola e comunidade de Macaíba "A Banda da Escola é uma forma de aliar cultura e entretenimento à população ao mesmo tempo em que leva o nome da Escola Agrícola de Jundiaí/UFRN. É mais uma oportunidade de integração da instituição com a sociedade. Destaco, neste sentido, a atuação da professora Viviane, a baluarte da banda".

Patrimônio Artístico e cultural da UFRN

Neste mês de Setembro, a Banda Marcial da Escola Agrícola destacou-se no Catálogo do patrimônio Artístico e cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, lançado pelo Núcleo de Arte e Cultura da UFRN (NAC-UFRN), outro grande feito que evidenciou a BMEAJ quanto meio de integração entre Academia e comunidade.

Apaixonada por música, a Professora Viviane finaliza dizendo: “Eu acredito na música, na arte como parte importante da cultura, da essência humana. Fico muito satisfeita de ter contribuído para isso".

É com alegria, muito esforço dos participantes e entre declarações sobre quanto participar da banda facilitou a socialização, desenvolvimento da sensibilidade, a suportar a ausência da família e a se manter na escola, que o Projeto tem gerado frutos, levando a momentos mágicos, arrancando choros e sorrisos emocionados e ajudando a melhorar vidas através da arte.

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