20 de abril de 2021

Ciro Gomes descarta aliança com PT e diz que Lula está ‘tomado de ódio’

Marcelo Camargo | Agência Brasil

Por Raul Holderf Nascimento - Conexão Política

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) voltou a dizer, em entrevista ao jornal O Globo publicada neste domingo (18), que ‘nunca mais’ formará aliança com o Partido dos Trabalhadores.

Na visão dele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está ‘tomado de ódio’.

Na ocasião, o pedetista foi questionado sobre a viagem que fez a Paris no 2° turno das eleições presidenciais de 2018. Em resposta, disse não ter se arrependido da decisão que fez.

“Pelo contrário. Eu faria hoje com muito mais convicção. Em 2018, fiz com grande angústia. Aquela eleição já estava perdida. Mesmo somando meus votos com os do Haddad, não alcançaríamos Bolsonaro. Lula mentiu para o povo dizendo que era candidato quando todos sabiam que não seria. Manipulou até 22 dias antes da eleição, deixando parte da população excitada”, justificou.

Durante a conversa, o político frisou que não possui mais nenhum contato com Lula. Houve, segundo ele, uma comunicação realizada em setembro do ano passado e, consequentemente, acabou gerando uma impressão de reaproximação.

Ainda de acordo com Ciro, Lula tem ‘cinismo’ e a maior vontade do ex-presidente é ‘se vingar’.

“Foi nosso último encontro. Depois, nem por telefone. Naquela ocasião, estava um extremo azedume entre as nossas militâncias. E o Camilo Santana fez esforço enorme para unificar. Achei que devia colaborar. Mas Lula virou uma pessoa que, o que diz de manhã, já não serve de tarde. Está tomado de ódio. Tudo o que domina Lula hoje é a vontade de se vingar. Lula tem cinismo. A gente faz monitoramento de rede. Eles continuam atacando a mim e a outras pessoas na blogosfera. Lula dá a ordem, eles fazem. Se existe gabinete do ódio com Bolsonaro, com o PT é igualzinho”, explicou.

E acrescentou:

“O lulopetista fanático não me apoiará. Prefere Bolsonaro. E falo isso como alguém que foi contra o golpe de Estado contra Dilma, apesar de ela ter desastrado o país. No Senado, Renan Calheiros e Eunício Oliveira apoiaram o impeachment. Aí, eu parto para cima dessa gente. E, um ano depois, lá está Lula agarrado a eles. E ainda tem quem ache que devo alguma coisa ao PT. Nunca mais faço aliança com eles.”

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