16 de abril de 2021

Parkinson: Encontro online vai mostrar como a ‘Neuroarquitetura’, com pequenas mudanças em casa, pode ajudar pessoas com a Doença de Parkinson


Você já ouviu falar em neuroarquitetura? O termo refere-se ao estudo da neurociência aplicada à arquitetura. Em outras palavras, como o ambiente físico impacta o nosso cérebro e bem estar. “Quando aplicada ao dia a dia, a neuroarquitetura pode melhorar a qualidade de vida e pode ser útil para pessoas que vivem com doenças neurodegenerativas, como a Doença de Parkinson", diz a neuropsicóloga do Instituto Santos Dumont (ISD), Joisa Araújo.

O tema será o ponto central das discussões no primeiro encontro em 2021 do Educa Parkinson, roda de conversa criada em 2018 pelo ISD com reuniões presenciais sobre a doença que, a partir de agora, em razão da pandemia, será realizada 100% online. A primeira discussão deste ano terá início às 8h30 de segunda-feira, 19 de abril. As inscrições estão abertas até esta sexta (16) no endereço http://bit.ly/EducaParkinson. A participação é gratuita. 

O ISD é uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação e referência em ensino, pesquisa, extensão e assistência à população em saúde materno-infantil, da pessoa com deficiência, em neurociências e neuroengenharia.

Cerca de 50 pacientes por mês são atendidos na clínica de Parkinson do Instituto, em Macaíba (RN), exclusivamente pelo SUS. A doença também está no centro de pesquisas realizadas nas unidades da Instituição, o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (Anita) e o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra.


Educa Parkinson

Os encontros do Educa Parkinson eram realizados no Anita/ISD e como chegavam a reunir dezenas de pessoas, acabaram suspensos em 2020 como prevenção à Covid-19. 

Os temas em discussão giravam em torno de como lidar com o Parkinson e melhorar a qualidade de vida. Diante de necessidades identificadas durante a pandemia, a equipe da clínica de Parkinson do Instituto reformulou o projeto para tratar de necessidades e desafios atuais.

O primeiro encontro, que acontece agora de forma virtual, vai abordar a Neuroarquitetura e como este recurso pode ajudar os usuários no dia a dia. 

Pessoas diagnosticadas com Parkinson, familiares, cuidadores, profissionais da saúde, pesquisadores, estudantes e quaisquer outros interessados no tema, de qualquer lugar do Brasil ou do mundo, podem participar. O link de acesso ao encontro será enviado posteriormente para o e-mail ou número de WhatsApp que for cadastrado.


Neuroarquitetura: Pequenas mudanças ajudam no bem-estar e tornam a casa mais funcional

Segundo a Neuropsicológa da clínica de Parkinson do ISD, Joísa Araújo, iluminação, ampliação de espaços, instalação de barras de apoio e até a inserção de elementos da natureza em casa são algumas das pequenas mudanças que podem fazer a diferença. 

“Com a pandemia, as pessoas passam muito mais tempo em casa, então é importante fazer com que ela se torne um ambiente de promoção do bem-estar e da funcionalidade, ao invés de gerar dificuldades para a pessoa que vive com Parkinson. Foi pensando em orientar pacientes e familiares a melhorar essa ambiência e como fazer isso com baixo custo que surgiu a ideia de abordar esse tema”, explica. 

O encontro terá como convidada a Neuroarquiteta potiguar Rafaela Lopes, que estuda a neurociência aplicada à arquitetura e realiza capacitações sobre o assunto para profissionais da área. 

Os pacientes diagnosticados com Doença de Parkinson podem enfrentar dificuldades relacionadas à instabilidade dos membros e sofrer com lentidão e dificuldade para iniciar movimentos voluntários, por exemplo. Há casos em que a independência em atividades do dia-a-dia, como por exemplo, virar e sentar na cama, assim como a passagem de sentado para em pé, torna-se comprometida ou até mesmo impossível.

“É importante pensar em como é que essa pessoa pode ter uma maior acessibilidade, em um lugar que lhe permita ser o mais funcional e independente possível. Elementos que contenham a personalidade daquela pessoa podem ser úteis também”, comenta Joísa Araújo. 

O retorno do Educa Parkinson foi anunciado no último domingo, Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson. O mês conta ainda com mais uma  data-chave relacionada à doença: O Dia Nacional do Parkinsoniano, registrado no dia 4 de abril. 


O PARKINSON

A doença de Parkinson é considerada a segunda doença neurodegenerativa progressiva mais frequente no mundo, perdendo apenas para o Alzheimer, segundo o Ministério da Saúde. 

Ela afeta os movimentos do corpo e pode incluir, por exemplo, lentidão nos movimentos, tremores, rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala. A doença também pode causar diminuição do olfato, constipação intestinal, bexiga neurogênica, alterações cognitivas e depressão. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 1% da população acima de 65 anos apresenta a Doença e o início dos sintomas motores costuma ocorrer por volta dos 60 anos.  

Em um estudo epidemiológico realizado em Natal (RN) em 2016 foi identificada maior frequência de indivíduos com a doença na faixa etária entre 70 e 79 anos – a maioria do sexo masculino.

Assessoria de Comunicação - ISD

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